Esta exposição Emigração e Comunicação
Esta exposição Emigração e Comunicação integrou a terceira edição do programa Imagens da Minha Vida da câmara Municipal de Santa Maria da Feira que teve, desde o seu inicio, procurado ir ao encontro das memórias, das histórias de vida e dos saberes das gerações mais velhas, que constituem as raízes culturais do concelho de Santa Maria da Feira.
Esta exposição teve uma importante função na preservação da memória colectiva feirense, contribuindo para o sentimento de pertença a um grupo com um passado comum, partilhando memórias de emigração dos últimos séculos, tendo presentes os fluxos migratórios e a sua importância no desenvolvimento social, económico e cultural do concelho.
Os visitantes puderam assim conhecer ou reviver o percurso dos emigrantes feirenses pelas várias zonas do globo na primeira pessoa, através dos objectos, fotografias, documentos e cartas que estão patentes nesta exposição, cedidos pelos próprios emigrantes ou familiares.
Esta exposição Emigração e Comunicação integrou a terceira edição do programa Imagens da Minha Vida da câmara Municipal de Santa Maria da Feira que teve, desde o seu inicio, procurado ir ao encontro das memórias, das histórias de vida e dos saberes das gerações mais velhas, que constituem as raízes culturais do concelho de Santa Maria da Feira.
Esta exposição teve uma importante função na preservação da memória colectiva feirense, contribuindo para o sentimento de pertença a um grupo com um passado comum, partilhando memórias de emigração dos últimos séculos, tendo presentes os fluxos migratórios e a sua importância no desenvolvimento social, económico e cultural do concelho.
Os visitantes puderam assim conhecer ou reviver o percurso dos emigrantes feirenses pelas várias zonas do globo na primeira pessoa, através dos objectos, fotografias, documentos e cartas que estão patentes nesta exposição, cedidos pelos próprios emigrantes ou familiares.
A exposição iniciava-se com algumas das personalidades beneméritas do concelho de Santa Maria da Feira que enriqueceram no Brasil, nos finais do século XIX e início do século XX, tendo colocado as suas fortunas ao serviço da comunidade feirense, nomeadamente na construção de equipamentos fundamentais ao desenvolvimento das suas terras.
Relativamente ao Brasil como destino de emigração, destaca-se o início de vida dos emigrantes feirenses, particularmente marcado pelas dificuldades, muitos deles trabalhando como “burro sem rabo”, na recolha de papel e sucata, passando progressivamente para outros sectores de actividade, como o comércio e a indústria.
Mereceu particular destaque o santamariano Abílio Gomes, que fez fortuna no Brasil, e que, regressado a Portugal, dinamizou uma importante actividade liga da ao ramo da fotografia e implementou um posto emissor de Rádio. Abílio Gomes é considerado o pai da telefonia em Portugal.
O papel da Casa da Vila da Feira e das Terras de Santa Maria, no Rio de Janeiro, também foi evidenciado nesta mostra.
Outro destino de emigração feirense foi a Venezuela, que se afigurava como um país de grandes possibilidades de crescimento e de desenvolvimento económico. Nos anos 40 e 50 do século XX, muitos milhares de emigrantes oriundos do concelho feirense partiram para este país.
Neste país, a Associação Civil Amigos de Terras de Santa Maria da Feira desempenha um papel preponderante na divulgação da cultura feirense.
Em relação ao continente africano, o fluxo migratório resumiu-se praticamente à África do Sul. Poucos países africanos apresentavam condições económicas suficientemente atractivas, quer para a mão-de-obra portuguesa pouco qualificada, como o era na maioria dos casos, quer para os quadros técnicos.
A zona da antiga Rodésia tinha também nesta altura grandes projectos ligados à exploração mineira, siderúrgica e investimentos avultados na construção de caminhos-de-ferro e obras públicas.
Destacou-se ainda a deslocação de feirenses para outras regiões africanas, nomeadamente para as colónias portuguesas, onde o Estado procurou impulsionar o estabelecimento de colonatos, com mão-de-obra em zonas chave e pontos estratégicos e de interesse nacional.
Após a Independência de Angola e Moçambique (1975), ocorreu uma segunda vaga, quando milhares de portugueses que haviam abandonado estes países se fixaram na África do Sul.
Com o fim do regime do "apartheid", em 1990, todos os brancos, incluindo os portugueses, passam a ser acusados de terem colaborado com as práticas racistas anteriores. Não tardou em ocorrer um aumento dos atentados e assassinatos de brancos tendo muitos optado pelo regresso.
A emigração de portugueses para França entre 1961 e 1974, é um dos episódios mais impressionantes da história contemporânea de Portugal, constituindo uma verdadeira debandada do país.
É uma emigração que ocorreu já a partir de meados dos 50 e tem uma natureza muito distinta da anterior. Esta é marcada por uma profunda descrença nas capacidades de desenvolvimento do país, sob o jugo de uma ditadura desde 1926.
Entre 1958 e 1974, cerca de um milhão de portugueses instalou-se em França, dispostos a trabalharem em tudo o que lhes aparecessem e a época da Sangria da Pátria. As formas brutais da sua exploração começavam já em Portugal, com as redes que os transportam até à fronteira (passadores), e muitas das vezes os abandonaram pelo caminho. Muitos portugueses morreram neste percurso.
Em França foram vítimas de todo o tipo de discriminações no trabalho, no alojamento e nas mais pequenas coisas do dia-a-dia, uma humilhação que a custo suportaram. Poucos esperavam enriquecer, mas todos esperaram conseguirem uma vida mais digna que lhes foi recusada na própria terra.
Tratou-se de uma verdadeira vaga, em grande parte clandestina, contra a qual todas as leis se revelaram ineficazes.
Quando não alcançavam o triunfo em França, procuravam dar o salto para a Alemanha.
A emigração portuguesa para a Alemanha só se iniciou em meados dos anos 60, tendo durado cerca de uma década. Deste período ainda existem neste país cerca 132.314 portugueses.
No que concerne à América do Norte, o Canadá era o destino principal, seguido dos Estados Unidos da América. Ambos impunham restrições, com quotas limitadas à emigração e com cláusulas específicas. A emigração para estes dois países abrangia sobretudo o contrato temporário de empresas ligadas à pesca, à construção civil e à indústria do petróleo. Por isso, o tipo de emigração praticado era especificamente sazonal.
No século XIX, a Suíça era uma estância de repouso para muitas famílias ricas de Portugal. Porém no final dos anos 70, do século XX, tornou-se também uma terra de emigrantes portugueses.
A temática da Comunicação esteve patente nesta exposição através de telegramas, cartas e postais relembram os meios de comunicação utilizados entre os emigrantes e a suas famílias.Para além dos painéis foi ainda produzido um passaporte, de acesso às várias actividades, um vídeo "Emigração e Comunicação", para além da realização de café concerto e da convenção mundial das comunidades.
http://www.youtube.com/watch?v=9OunGDLzn7Y
http://www.youtube.com/watch?v=TsjokePEiS8
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